Planilha do Atleta

Pensamento positivo para correr melhor

// Release da nossa expedição d-run fortitech aconcagua challenge 2009
Tudo começou quando próximo no aniversario de nosso amigo Casella, foi apresentado o projeto D-run Fortitech Aconcagua Challenge 2009 ao Sr. Juarez, presidente da empresa fortitech, onde mesmo havia me concedido o patrocínio para a realização de outro grande sonho da minha vida, participar e concluir a Marathon dês Sables – maratona das areias – a travessia do deserto do Shaara. Neste projeto constituía-se a presença de um guia, amigo Paulo Mazzoco, eu, Décio Ribeiro, Alessandro Casella, e o próprio Juarez Rech. Surpresas e alegrias, começaram a serem digeridas e explicadas. A este nosso grupo foi agrupado nossos amigos Eduardo Lima, o DU, Adriano Buragas e Wagner, aluno da formula também. Foram praticamente 6 meses de preparação, exames médicos, treinamentos mais direcionados, aquisição e empréstimos de equipamentos. O tempo passou rapidamente, e há quase 2 semanas de nosso embarque, nosso amigo Wagner, sofreu um entorse no joelho, jogando futebol com amigos, impossibilitando sua ida nesta expedição.
Tristeza a parte, dia 25 de dezembro chegou e todos animados e uniformizados embarcarmos no aeroporto de guarulhos rumo a buenos aires depois mendoza. Chegamos por volta das 21h30 cansados porem ansiosos pela grande aventura que nos aguardava.
26/12 – 6af : logo pela após um belíssimo café, fomos ate a secretaria de turismo retirarmos o tão importante permisso, documento que nos autoriza a entrar no parque provincial aconcagua. Em seguida, fomos alugar o restante dos equipamentos que não eram muitos, as famosas botas duplas, grampones, e alguns sacos de dormir e uma barraca. Depois um belo almoço, o famoso bodinho, ultimas compras de supermecado, e no final da tarde fomos dar um corridinha no parque El Retiro – belíssimo por sinal.
27/12 – sábado : pela manha terminamos de arrumar nossos equipamentos separando o que iria ficar conosco ate plaza de mulas e o restante já deixando pronto pra entregar para o despacho com as mulas. Após o almoço, seguimos de van, ate o vilarejo de Penintentes, uma estação de esqui que a fica a 2700 metros de altitude. Dormimos nas cabanas da empresa Campo Base.
28/12 – domingo: oficialmente nossa entrada no parque por volta do meio dia, em horcones a 2850metros com guarda parque Ruben. Após algumas fotos, partimos lentamente ate o acampamento de Confluências, onde 3h30min chegamos tranqüilos e nos dirigimos ao guarda parque pra fazer nosso check out de chegada, e fomos em seguida pra nosso lugar de acampamento, onde neste ano pra nossa surpresa ficamos na tenda Iglu, confortável e com capacidade pra 7 a 8 pessoas.
29/12 – 2af : trekking de aclimatação a plazia francia a 4200mts de altitude, onde fica a belíssima face sul do aconcagua, magnífica porem imponente e perigosa. 5hs 30 min na ida e 3h na volta e mais um treino de aclimatação. Tivemos o privilegio de quando estávamos começando a voltar, vimos uma grande avalanche – incrível.
30/12 – 3af – merecido e estratégico descanso – fotos , bate papo, e muito jogo uno, e check in no medico – saturação de oxigênio no sangue, pressão arterial, pra nos assegurarmos que estávamos bem pra continuarmos nossa expedição.
31/12 – 4af : 09h45 saiamos definitivo para o acampamento plaza de mulas a 4370metros onde iríamos passar nosso revelion e alguns dias de aclimatação. 9hs de caminhada, chegamos, nos hidratamos bem, e após as 21h nos foi servido um jantar digno de passagem de ano…com entrada, prato principal, sobremesa e ate champanhe, alem de muito suco e água. Encontramos um grupo chefiado por Rodrigo Ranieri, parceiro do nosso amigo Vitor Negrete, onde o mesmo esta com um grupo de trekking longo ate plaza de mulas, e outro guia, o Pedrão, estava juntamente com o Adelino e o Adilson, diga-se de passagem irmão mais velho do Casella (brincadeirinha).
01/01 – 5af: 1º dia do ano – começamos bem o ano – descanso, belíssima vista do cume, musica, suco e bate bapo.
02/01 – 6af – trekking de aclimatação ate o cume de bonete a 5100 onde fomos tranqüilos, leves bem divertidos. Juarez passou pelo teste da escalaminhada próximo ao cume. Após 4h30 chegamos, descansamos, hidratamos, fotos, começamos a descida e ao chegarmos ao hotel refugio, senti um cansaço que me fez lembrar no ano passado. Fiquei preocupado porem equilibrado esperando que meu organismo se recuperasse. Fiquei pensando que ao amanhecer do dia seguinte não melhorasse não iria fazer o trekking de porteio ate nido a 5500m, mas depois de uma boa noite de sono, acordei bem melhor e tudo certo.
03/01 – sábado : trekking ate nido, uma subida longa, dura de muita paciência e cautela. Neste dia subimos com mais ou menos 15kg cada carregando barraca, alimentos e alguns equipamentos que já poderíamos deixar la. Na volta, todos muitos cansados pois pegamos uma nevasca quando chegamos ao acampamento de nido, e pelo esforço que nos foi imposto.
04/01 – domingo : grande merecido descanso – ufa que bom. Aclimatação, hidratação, e recuperação com muita musica, hidratação e alimentação.
05/01 – 2af: a expedição perde seu primeiro companheiro, e após uma boa conversa, o juarez pega o caminho de volta a horcones, enquanto nos o da tenebrosa subida de nido, so que agora em definitivo seguindo nossa estratégia. Depois de 7h chegamos ao acampamento, e mal sabíamos os perrengues que iríamos enfrentar.
06/01 3af : dormimos e acordamos com uma grande nevasca, impossibilitando nossa estratégia de seguirmos em frente sentido o acampamento de cólera. Aqui nos dormimos eu e o du em uma barraca, paulinho, adriano e casella em outra. Nesta noite o Casella, não se sentiu muito bem, com pouco de falta de ar, dor de cabeça, e na hora do almoço tomou a decisão de retornar ao acampamento plaza de mulas. Percebemos a movimentação do helicóptero era intensa, e as noticias no radio também. As tempestades estavam soltas no aconcagua e vários resgastes começaram acontecer.
07/01 – 4af : mais uma noite fria, com ventos fortes e muita neve, e muitos resgastes. Surge a noticia do primeiro orbito na montanha. Estratégia novamente alterada, e mais um dia parado. Tive a infeliz idéia de sair da barraca, pois também não agüentava mais ficar parado e sentado, e fui conversar com guarda parque. Tive a noticia que a tendência era piorar o tempo, e que por prudência seria melhor retornarmos. Por questões de tempo disponível, nosso amigo Adriano, também resolver descer pra plaza de mulas. Éramos agora somente três de seis na expedição. Eis que nos aparece o figura do cara de floripa, guilherme, escalador e pianista, onde seus 2 amigos também haviam desistido já em plaza canadá. E também encontramos o Pedro, Adelino e o Adilson. Foi realmente uma injeção de animo em nossa expedição. Ficamos discutindo estratégia por radio, pois os ventos forte, e a nesvasca não permitia que ficássemos fora das barracas.
08/01 – 5af : pequena janela de tempo bom no horário do almoço e desmontamos acampamento e saiamos deixando a barraca do gui de stand by, e seguimos pra cólera a 6100. Já na metade do caminho, fomos surpreendidos novamente pela mudança de tempo e outra nevasca. Não deu pra chegar em cólera, e ficamos mesmo em berlim, onde cheguei muito mal, quase com hipotermia, e minhas mãos não se mexiam. Mais uma dia de sofrimento, dor, e preocupação, pois o tempo no aconcagua não estava ajudando e os resgastes também aumetando.
09/01 – 6af : logo pela as 7h30 vimos um resgaste ao vivo, vários guardas-parque e porteadores, descendo um corpo, que a principio, não sabíamos se a pessoa estava viva ou não. Mas depois sabemos que sim, porem com vários congelamentos nas extremidades, e também edema cerebral. Foi um dia difícil, porem com expectativas pra quem sabe um dia melhor pra tentarmos um ataque no dia seguinte. O dia foi passando, e nos aguardando alguma noticia dos guarda parque, mas por outro lado, nos preparando, pois não poderíamos perder a oportunidade de um janela de dia bom. O dia também foi marcado pela forte e irredutível dor de cabeça do Du, porem com os remédios que tínhamos, resolvemos este problema no decorrer do dia.
10.01.09 – Acordamos as 3h da manha, e o Paulinho e Pedrão, conversaram, olharam para o céu, constataram o barômetro, pressão alta, pouco vento….chegou a hora, moçada, falou o Paulinho. Freqüência cardíaca bateu mais forte, nos arrumamos, botas, luvas, e as 4h30 saimos de Berlim rumo ao cume. Lentamente, mais muito lentamente, começamos nossa peregrinação. Subimos com pouco peso, gel de carboidrato, barrinhas de cereais, coca cola, chocolate, e mais ou menos a cada 30 a 40 minutos parávamos pra darmos uma descansada. A partir das 08h o Pedro, Adelino e Adilson foram abrindo um pouco de tempo sobre nos, que estávamos mais lentos. Próximo das 09h no refugio independência encontramos com Adelino voltando dizendo que não mais pra ele, e não tivemos tempo de discutir com ele. Sem perdemos o foco, continuamos lentamente agora no Gran Carrero com fortes ventos ate chegarmos as 11h30 na base da canaleta. Descansamos 30min e começamos a subida de passo em passo. Paulinho como nosso líder nato, nos orientando sempre o melhor caminho, e não nos deixando desanimar. Um sono quase incontrolável tomou conta do Du e do Guilherme, que pediam pra parar a cada 10 min pra descansar (dormir). Mantendo nossa concentração e força de vontade, continuamos e após 3h20 min atingimos o cume e uma forte emoção e alegria nos tomou conta. 30 min de fotos abraços, choro, e uma chamada do Paulinho, dizendo que pra nossa segurança já teríamos que voltar, pois o tempo dava sinais que estaria mudando. Uma hora de descida da canaleta, e vimos um forte nevoeiro se aproximando, mas estávamos todos juntos e concentrados na volta do sinuoso gran carrero, e 2h depois já estávamos em independência, onde descansamos mais um pouco, pois estávamos fracos, cansados mas felizes pra caramba. Com quase 4h de caminhada abaixo, chegamos ao acampamento em berlim, onde encontramos descansando o adilson e o pedrão, e praticamente todos foram dormir exaustos, menos eu e o Du que esquentamos um restinho de arroz com carne moída, com azeitonas e muito suco, ai sim, dormimos felizes de barriga cheia. Manha do dia seguinte, a euforia ainda tomava conta de nos, pela conquista, e sem pressa nenhuma levantamos acampamento, e descemos ate nido, onde havia a barraca do guilherme com monte de equipamentos. Por volta do meio dia, não tínhamos pressa, e nem vontade de descermos com muito peso, e contratamos 2 porteios ate o refugio e descemos tranqüilos sem peso. Ao chegarmos no guarda parque em plaza de mulas onde teríamos que entregar nossos sacos de lixo com nossos dejetos, o paulinho não se conteve em emoção nos abraçando e dizendo que sua missão de me ajudar e retornar ao aconcagua terminava ali com total segurança de todos. Um ano se passou e estávamos la novamente agora com meu êxodo na conquista do cume. Pra comemorar uma latinha de coca cola tomamos e fomos mais tranqüilos ao refugio. A noite a festa de comemoração continuou, e ainda mais quem conquista o cume ganha uma champanhe pra comemorar no jantar, e logo após apareceu um violão e o pedrão e o rodrigo ajudante de cozinha do refugio nos deram uma canja de musicas brasileiras e argentinas.
Dia 12 2af : acordamos, tomamos café, penduramos nossas bandeiras da fortitech e da d-run , e deixamos o refugio por volta das 10:30h, seguindo pra penitentes, e finalmente já a noite chegamos em mendoza por volta das 21h . Depois vários dias sem banho, tomamos um daqueles de 1h, e fomos jantar um ótimo bife de chorizo com muita cerveja e vinho.
Dia 13 3af: dia de descanso, passeio, comprinhas e muita preguiça, pois tínhamos ainda que terminar de arrumar as malas pra viajarmos no dia seguinte pra casa.
Dia 14 4af: embarcamos as 12h de mendoza com escala em santiago depois são paulo onde fomos surpreendidos por nossos amigos Juarez, Casella e Adriano, com calorosa e grata surpresa no sagao do aeroporto, com direito a faixa e tudo mais. Fomos comer uma pizza e depois campinas finalmente.
Já realizei entre corridas de rua e corridas de aventura, outros tantos desafios em minha como ate uns bem almejados, porem nenhum deles foi tão difícil, tão complicado com alcançar o cume do monte aconcagua a 6962mts de altitude.
Depois de 16 dias de expedição, muitas brincadeiras, cálculos, expectativas, perrenges dos bravos, a equipe voltou pra casa, com a missão cumprida. Mais uma vez, o meu muito obrigado a todos meus amigos da expedição D-run Fortitech – a expedição dos amigos…., em especial ao Paulinho, que assumiu e cumpriu o compromisso de voltar um ano depois e dizer que sem eles seria inviável a realização de mais um desafio realizado.

Muito obrigado e que outros desafios venham !!!!

 

//Hood to Coast

“The mother of all relays”, esta é a frase com a qual os organizadores do revezamento Nike Hood to Coast definem esta corrida de revezamento. De fato, as 197 milhas (cerca de 317 Km) percorridas por estradas do Oregon, entre a largada no Mt. Hood e a chegada na praia de Seaside no Oceano Pacífico, a participação de 12000 corredores e a ajuda de 3500 voluntários na organização, fazem desta, sem dúvida, a maior prova de revezamento do mundo. A 27ª edição da Hood to Coast aconteceu nos dias 22 e 23 de agosto de 2008 e contou com a participação de uma equipe de Campinas – SP, a única representando o Brasil neste ano. As equipes são constituídas por 12 atletas, divididos em duas vans, e cada atleta corre 3 trechos, com extensão e grau de dificuldade variados. Praticamente todos da equipe já tinham participado de outras provas de revezamento (Floripa, Maresias, Ilha Bela, Campos…), mas as dificuldades e prazeres de concluir a Hood to Coast foram incomparáveis. A largada aconteceu no dia 22/08/08 às 8h, em uma estação de esqui (Timberline Lodge) aos pés do Mt. Hood. Temperatura: cerca de 6°C. Os primeiros trechos são de estradas asfaltadas com descidas muito íngremes e subidas leves e têm como pano de fundo belas paisagens. Ao longo do dia a temperatura sobe muito chegando perto dos 30°C. Os trechos 12 e 13 passam por Portland, uma linda cidade que recebe os corredores com muita festa. Com o cair da noite também cai a temperatura e bate o cansaço. A sensação de correr no escuro, apenas com o auxílio de lanternas, em uma estrada deserta com a temperatura abaixo de 5°C é indescritível. Após 27 horas de prova e de uma noite mal dormida dentro das vans a chegada aconteceu na praia de Seaside com muita festa, cerveja gelada e, para aqueles que tiveram coragem, mergulho nas águas geladas do Pacífico. A organização da prova é primorosa e a confraternização entre as equipes também. As inscrições para 2009 se iniciam em 15 de outubro de 2008. Vale a pena o desafio. Visitem o site WWW.hoodtocoast.com

 

//Além das montanhas

Grantrail Valdigne del Valle Monte Bianco – 87km + 5100 metros desnível positivo ao redor do Mont Blanc: Sonho? Desafio? Por quê?

Foram necessários meses de treinos intercalando corrida, musculação e longos percursos montanhosos. A cada treino o cuidado com a hidratação, alimentação e equipamentos intensificaram-se. O mais difícil era conciliar os horários de treino com o trabalho. O apoio dos amigos foi fundamental e ao fim de tudo isso: preparado para o grande desafio?

Deparar com a cadeia montanhosa dos alpes italianos foi maravilhoso. Que imensidão! Beleza e altura incomparáveis as nossas montanhas, o que justificava os 5100 metros de desnível positivo da prova e “assusta”.

A charmosa cidade de Courmayeur sedia a competição. São mais de 22 nações ali representadas por 710 participantes em sua maioria europeus e apenas 2 brasileiros. Aliás ser um representante brasileiro é surpreendente. Não foram poucos os comentários: Brasil? Só para a corrida? “maravilhoso”.

Enfim, véspera da prova, retirada do kit, briefing técnico, interação com os participantes. Infelizmente, foi confirmada a previsão do tempo: os dias de sol e calor intenso (30ºC) se foram, teremos queda de temperatura, chuva e talvez temporais pela frente. O que me espera? Ansiedade a mil…

O clima de expectativa na largada, já com chuva era visível no rosto de todos. Às 10h soou a buzina, tínhamos até 25h para concluir a prova. E após 5 minutos correndo, começamos a encarar a 1ª subida; 8km rumo aos 2670 metros de altitude. Sempre achei que subir era pior, engano meu. Neste tipo de desafio, descer 1400 metros de desnível são quilômetros infindáveis. Corrida, caminhada, o tempo passa e ao olhar o relógio, descemos poucos metros de altitude. As referências nas provas de montanhas são diferentes das maratonas ou meia-maratonas. Você tem 87km a percorrer, mas as subidas e descidas são um complemento de dificuldade envolvendo noções distintas de quilometragem. Toda musculatura passa a ser exigida. Inclusive os braços, pois, os estiques são fundamentais para auxiliar-nos nas subidas e poupar os joelhos nas descidas.

A paisagem das trilhas com inúmeros pinheiros eram lindíssimas e aos poucos foram mudando para plantas mais baixas, grama, neve, gelo, até surgirem as pedras. Para chegar ao topo eram tantas que até “escalaminhávamos”. Após 2h de prova atingi o final da 1ª subida, 2670 metros, um visual indescritível, um lago de desgelo maravilhoso compensou todo o esforço. Agora pela frente, 10km de descida com muita pedra, lama e gelo até o próximo P.C.. E a cada vilarejo que passávamos as pessoas nas portas de suas casas gritando “Bravo, Bravo”. Momentos memoráveis.

Ao longo do percurso também fui fazendo amigos, que ao saber da minha origem, mostravam-se surpresos e muito receptivos. Fato curioso, foi que durante a 1ª grande descida comecei a conversa com um italiano que havia feito a mesma prova que eu em 2007, (The North Face Ultra Trail Courmayeur – Champex – Chamonix – 86km) e ao comentar que era brasileiro, Giovanni disse ser um “fortunato”, pois éramos apenas 2 brasileiros dentre os 710 competidores. Tive a oportunidade de trocar castanha-de-cajú por vários pedaços de parmeggiano regiano! Que delicia! Claro que me hidratei e comi ao longo de todo o percurso nos postos de apoio, mas o queijo caiu muito bem, estava saboroso.

À noite ainda não tinha chegado, estávamos no verão e a temperatura até então era amena, intercalando entre chuva, sol e muitas nuvens. O que foi muito bom para fazer a 1ª metade de prova. Tinha alcançado os 44km em 9h, o pensamento era trocar a roupa molhada, cuidar dos pés e principalmente da alimentação, uma bela macarronada, bresaola e coca-cola. Energia renovada, agora só faltavam 43km. Neste momento o psicológico passa a ser fundamental. A má notícia foi ao descobrir que o outro brasileiro Paulo Motta tinha sido retirado da prova.

No P.C. seguinte ao perguntar quem liderava a corrida, descobri que uma lenda das provas de montanha, Marco Olmo, tinha desistido bem ali, no km 50. Inesperadamente isso me fortaleceu: “Vou concluir, afinal agora só faltam 37km…”

Infelizmente, à noite nos alcançou e ao escurecer a chuva intensificou-se, veio o anunciado temporal (a pr

evisão do tempo estava certa), a temperatura caiu e por mais que nos movêssemos e agasalhássemos, o frio era intenso. Os headlamps iluminavam a suposta trilha e tentávamos desviar do rio de lama. Alcançamos o último P.C. sob muito vento e frio. A sensação térmica a 2600 metros era de -5º à -10ºC.

A adversidade da prova mudou meus objetivos: o tempo não importava mais. Queria vencer! Concluir! Faltavam 10km para acabar e o sonho estava próximo a ser realizado. Rapidamente passou um filme em minha cabeça: as inúmeras horas de treino, a dificuldade em conciliar, o trabalho com os treinos longos, descanso e alimentação; o apoio e compreensão da família e amigos foram imprescindíveis. A emoção tomou conta, a disposição só aumentou, não via a hora de chegar. Além do meu amigo Giovanni juntei-me a outra italiana, Daniela, que havia conhecido no meio da prova e juntos, após 22h cruzamos a linha de chegada com a bandeira do Brasil. Consegui! Venci!

Dentre os 710 que largaram somente 460 concluíram. Terminei em 245º no geral, o 1º brasileiro a concluir os 87km do Grantrail Valdigne del Valle Monte Bianco. Neste tipo de prova, não há prêmios em dinheiro, medalhas, mas sim a grande oportunidade de explorar seus limites no mais simples dos esportes, a corrida. Não importa se você conclui em 15, 20 ou 25 horas e nem se em 1º ou último. Recebemos sim uma camiseta “Finisher” ao concluirmos, mas não é ela quem procuramos.

Vamos atrás de vencer a nós mesmos, sermos capazes de ir além.

Adriano Buragas

Curiosidades – 22h de prova
– gasto calórico – 17350 kcal
– 12 saches de gel
– 15 cápsulas de BCAA
– 12 cápsulas de sal
– 4 saquinhos castanha-de-cajú
– 4 litros isotônico
– 6 litros de água
– 3 litros de coca-cola.

Apoio – Nutristore
– Mr. Shoes
– Villa Sport Academia
– Colégio Arbos
– D-Run

 

//Olá Amigos!

Bom dia!

Há quatro anos comprei a minha primeira MTB, depois participei de alguns passeio em J. Egidio (grande Giulliano, vc sabe o qto foi importante as dicas que vc deu) e as voltinhas por lá já não me satisfaziam mais, então comecei a pedalar fora de Campinas, estimulado por amigos fiz algumas provas, mas não era o que mais gostava.

Conversando com o Décio e amigos sempre falavam de corridas de aventura, achava e acho coisa de doido, correr, pedalar, remar, rapelar e fazer tudo de novo, mas vibrava com as historias que eles contavam.

Meu primeiro desafio de verdade foi a Expediçao Limite no ano passado, ao lado de um menino de 18 anos, o Caselinha, a sua garra e a vontade de vencer, só perdem para o companheirismo.

Depois vieram o Adventure Camp, o Haka Race, e o Décio falava vou te levar para Serra Fina se prepara….

E lá fui eu para a tão famigerada Serra Fina, sabia que ia ser casca grossa e realmente foi, mas só consegui terminar graças apoio e incentivo de cada um de vcs, mas principalmente do “cara” mais díficil de se negociar, pedia dois minutinhos e ele me dava dez segundos, só que no oitavo ele já estava me puxando morro acima.

E as frases ecoando em minha cabeça!

” Cola no Dezem! Vai na frente do André! Passinho, passinho!” brincadeira a parte.

André, Bruno, Caselinha, Elaine, Décio, Dezem, Dudu, Giulliano, Leandro, Luquinha, Paulinho, muito obrigado por terem compartilhado este desfio comigo! A primeira Serra Fina a gente nunca esquece.

Abraços,

Marcelo Sivalle

 

//Décio/ Paulinho,

Não queria ficar com muita “lenga, lenga”….Mas é impossível descrever este final de semana sem dizer que esta viagem ficará marcada em minha vida…

Muito obrigado pela oportunidade de fazer parte desta aventura!

Além da beleza extraordinária da Serra Fina, o frio, as subidas intermináveis, a superação de limites, terei como lembrança os exemplos de companheirismo, amizade e liderança de vocês…

Tudo foi muito especial…Até o Valdir (um dos motoristas mais doidos que já conheci!) parece ter sido escolhido a dedo para dar ainda mais alegria ao grupo…

Espero podermos agendar a próxima aventura em breve!!!!

 

//Olá Décio , primeiramente quero agradecer mais uma vez a oportunidade de integrar seu grupo , eu já apreciava sua determinação, força e garra , mas vivenciando este final de semana posso dizer que admiro e respeito ainda mais seu profissionalismo . Seu conhecimento e experiência , faz com que diferencie-o de todos os outros treinadores , o que você proporcionou a cada um de nós neste final de semana será levado por todo uma vida , não só pela conquista de ter chegado ao 4o. ponto mais alto do Brasil , o trekking mais difícil , e sim pela união , amizade , prazer de estar entre grandes amigos , e os sofrimentos que sempre terminaram com grandes risadas.

Quero agradecer também ao Paulinho , André e Dezem , meninos experientes que conseguiram transmitir a todos do grupo o que é amizade e companherismo . Fizeram da nossa expedição um divertido passeio no parque , rsrsrsrssss

E aos meninos muito obrigada por tudo …

Final de semana na Serra Fina reaaaalllllmmmmeeeeennntttteee não tem preço !

Um grande beijo a todos e espero revê-los em breve para nossa nova expedição … qual é Décio ????

Elaine.

 

//Luiz isso tudo que vc escreveu é mais que inspiração, são sentimentos reais vividos ao longo de muitos meses de treinos e que culminaram na Maratona em Chicago. Sentimento de superação física e mental, quanta dor passamos… quanta musculação fizemos, né Decio…rsss…e superamos …. quanta ansiedade e quantas expectativas vivemos…..Mas o resultado final com certeza valeu a pena, e por tras de tudo isso um cara maluco que nos motivava e orientava nas planilhas e nos treinos de domingo 7h da manhã…tinha gente achando até que estavamos usando drogas… né Luiz?…rsss…

pra acordar num domingo as 6 h da manhã ……pq só louco faz isso…rssss… Mas pra que fizessemos isso tudo, tinhamos um louco maior que estava la nos esperando e nos apoiando, porque acreditava nesse bando de pretensos corredores. Décio vc nos preparou como disse o Luiz muito bem fisicamente, mas tb mentalmente fazendo com que nunca deixassemos de acreditar em nós mesmos e de que seríamos capazes de atingir nossos objetivos. Alem disso cara, nasceu uma grande amizade entre nós, seus alunos, e a medida que fomos nos conhecendo melhor foi ficando mais gostoso e mais divertido nossos treinos, um apoiando o outro , nos momentos difíceis de dores sempre uma palavra boa de um, um bom conselho de outro e as vezes até uma boa receita…rsss….

No dia da Maratona era só alegria e uma energia muito grande e muito boa vinda de todos, e que oportunidade e que prazer imenso eu estar ali naquela hora com meus novos amigos que tanto tinham ralado comigo e me apoiado nesses longos meses. A todos muito obrigado pela amizade e tolerância comigo e em especial ao Roberto , com quem pela primeira vez nessa minha longa carreira de corredor….rssss….. eu corri uma prova inteira …. cara vc foi, desculpem o termo,….rsss… um PUTA parceiro …. Décio vc conquistou definitivamente todos nós com seu profissionalismo e principalmente com sua atenção e amizade com a gente de forma simples e sincera…

Parabéns a todos e vamos pra próxima…

Abs
Guilherme – Maratona de Chicago – 22/10/06 – 4h03min

 

//Décio,

Não vou precisar de muita inspiração, mas acho que todos nós ralamos muito, treinamos horrores, dedicamos muitas vezes um tempo que não tínhamos, e isso nos dá um mérito muito grande pela conquista. Contudo grande parte deste mérito é teu, que durante o ano nos aguentou reclamando, te xingando, e as vezes usando camisetas “eu odeio o Décio mais ainda”, e mesmo com tudo isso, você teve a manha de transformar um bando de aventureiros em maratonistas. Pensando em termos profissionais, talvez a sua conquista tenha sido até maior que a nossa, pois todo professor quer que seu aluno aprenda, e nós… nós aprendemos muito. Correr 42 Km, independente do tempo é muito difícil, você acaba a prova detonado, mas este cansaço, em parte é mental, e quando se começa a correr não se pensa em “ter cabeça” para completar uma prova. E acho que este foi o grande ponto da nossa preparação, os treinos dentro da lagoa, os 32 Km, foram bem difícies, contudo as conversas, os conselhos, as experiências trocadas prepararam nossas cabeças para enfrentar o desafio e superá-lo. Para mim, trabalhar o psicológico, me ensinou muito a me conhecer como corredor, testou meus limites físicos, e me deu uma auto-confiança incrível.

Só posso lhe agardecer, e pedir para que vc tenha um orgulho muito grande do seu trabalho, pois ele beirou a perfeição.

Um abração, do amigo

Luiz Pereira Jr – Maratona de Chicago 22/10/2006 – 3h 51 min

P.S. Como sugest ão de melhoria, vc podia ter simulado o frio que estava em Chicago. Rs…Rs.

 

//Já que vocês me deixaram de olhos marejados serei obrigado a me manifestar, e peço desculpas desde já se acharem meu depoimento muito piegas.

Nunca gostei muito de correr, era uma pessoa muito competitiva e que gostava de ganhar. Depois de competir 02 anos na natação fui para o basquete aos 09 anos, esporte que pratiquei com afinco quase profissional até os 21 anos de idade (é minha gente, podem acreditar, eu já fui um atleta de bom nível…).

Quando deixei a Marinha, decidi também abandonar para sempre o basquete, que na época havia me proporcionado algumas decepções. Fui para a Unicamp e deixei de treinar/praticar qualquer esporte, com exceção do truco e do futebolzinho com cerveja (mais essa última, claro).

Mas duas coisas me incomodavam muito: assistia à São Silvestre todo ano (desde pequeno, quando a corrida era realizada à noite) e pensava: “um dia preciso correr essa prova…”. A outra era pior ainda: quando eu assistia uma maratona, geralmente no Globo Esporte, pensava: “nunca vou conseguir correr essa prova…”. Pois é, o final da história todo mundo já sabe:

corri minha primeira São Silvestre e minha primeira maratona aos 40 anos de idade, 20 anos após ter deixado de ser, na minha cabeça, um atleta.

Não sei bem o que me fez ir em frente nessa loucura, talvez a crise dos 40, talvez a vontade de fazer o tempo voltar. O fato é que voltei a ser um cara disciplinado, quase um militar com os horários de treinos do Decio, e de repente me vi cercado de malucos(as) tomados pela mesma doença e capitaneados por um obstinado técnico e amigo, que dispensa adjetivos pessoais e profissionais. As amizades que fiz nesse curto período me chamam a atenção: parece que conheço cada um vocês há muito mais tempo do que o cronológico: Tboy, Mauro, Cida, Celly, Jeferson, Magda, Andarilho, Sueco, Tortorella e mais recentemente André, Elzo, Paulinho, Adriano, Goiano, Lino, João, Érica, Bernal, Guilherme, Marcinho, Andréa, Cyrillo, Márcia e Guilherme Moraes (esse último já considero um irmão), e tantos outros da D Run que peço desculpas por não nomimar. Vocês podem não saber, mas são todos meus amigos de verdade e que guardarei para sempre nas minhas lembranças, para talvez um dia, se Deus me permitir como diz o Andarilho, citar o nome de cada um de vocês e suas conquistas que compartilharam comigo aos meus netos e netas.

Meus camaradas, um aviso cada vez mais óbvio: a vida passa muito rápido, não me sinto com 40 e até pouco tempo achava que os 30 ainda demorariam muito a chegar…

Curtam cada momento e cada conquista de vocês, pois quando vocês tiverem 80 anos como o meu pai, não vão se lembrar de qual carro gostaram mais, mas se eu pergunto a ele sobre as provas de 400 mts que ele disputou e ganhou, seus olhos brilham na hora e cada detalhe da prova me é revelado como se eu estivesse lá, correndo com ele. Um detalhe que ele não me contou e que provavelmente nunca o fará, mas me foi confidenciado pela minha mãe: no dia 22/10, durante o horário da maratona de Chicago, meu pai ficou sentado por muito tempo em uma poltrona, sozinho. Minha mãe perguntou a ele o que estava fazendo e ele respondeu: estou correndo com o Betão, ajudando ele a respirar e cadenciar a passada. É isso pessoal. Essa ninguém mais tira da gente.

Um beijo grande pra todos vocês, em especial à Selma, Bia e Carol, por me incentivarem e me aguentarem com as minhas manias de corredor.

Roberto – Maratona de Chicago – 22/10/06 – 4h03min

 

//Galera,

Estou em San Diego agora, curtindo o que parecia impossível nessa terra:

calor!

A maratona de NY foi a melhor coisa que fiz na vida, emoção do início ao fim. No início da prova a ponte balançando junto com as passadas dos corredores, no final da prova a energia de chegar no Central Park ouvindo “Brazil, you’re the champion” (demorou um pouco até eu me tocar que era o Marilson). Também me marcou muito a entrada no Bronx, pois tinha um RAP que falava “Welcome to the Bronx” e havia centenas de crianças negras querendo bater na mão da gente. Foi onde eu consegui pegar um pedaço de laranja, a coisa mais gostosa que consegui comer na prova que, aliás, dá gatorade special edition (endurance) o tempo todo, cheguei a enjoar.

O grande problema foi que eu queria muito conhecer NY e antes da prova eu andei muito (uns 20k por dia, pelo menos). E então, no dia da prova, no maior frio da porra, cheguei ao Km 28 já muito cansado. Dali em diante meu ritmo caiu não porque faltava gas, mas porque faltava musculatura mesmo… não senti a barreira dos 30, já tava ferrado mesmo, senti mesmo os 40… os dois últimos kms eu fiz na raça e chorei muito quando fiz a última entrada no parque, para entrar na reta final. Prova altamente recomendada para todos que ainda não foram, levei o mp3 e não consegui ligar, pois era cativante demais ouvir a galera incentivando.

Abs.

Márcio – Maratona de Nova Iorque – 03/11/06 – 3h57min

 

//Como a maioria sabe, eu sempre gostei e treinei musculação!

E foi o meu querido treinador e amigo Décio, que dispensa qualquer comentário com relação à pessoa e profissional, que conseguiu mudar, um pouco isso!

No início de 2005, depois de algumas aulas de corrida, ele me convenceu a fazer provas de 10K, depois os revezamentos da IlhaBela, Campos e Floripa.

Em junho de 2005 ele sugeriu que eu fizesse a meia maratona do RJ e ai o “bicho pegou”, pois tive que escolher entre, treinar pesado na musculação e correr provinhas de 10K, ou, treinar “fisioterapia” na musculação e correr provas mais longas. Pensei bastante e resolvi enfrentar o desafio de provas mais longas. O que eu não podia nem imaginar é que depois de 1 ano eu estaria treinando para uma maratona.

No início de 2006 resolvi fazer uma maratona. A escolhida, depois de muita dúvida, foi a de Chicago. Aliás, melhor escolha impossível, pois a prova é MARAVILHOSA!

O que eu posso dizer da minha primeira maratona é que valeu toda a dedicação, cada treino longo, cada sábado sem sair de casa, pois a sensação de completar uma maratona é fantástica e única, a superação é total! Ainda mais em Chicago, com aquela multidão incentivando.

No dia da prova eu estava tranqüila, pois sabia que havia feito tudo o que era necessário para o sucesso da minha primeira maratona, com a ajuda do Décio, é claro!

Décio! você só não conseguiu simular o frio de 4 graus e o vento gelado durante a prova!

Mais uma vez, obrigada Décio, por ter me proporcionado essa conquista maravilhosa, que vou levar comigo pra sempre.

Já estou pensando na próxima!

Beijos!

Cida – Maratona de Chicago – 22/10/06 – 4h19min

 

//Pessoal

Antes que o tempo carregue quero dizer que foi muito, muito legal eu ter participado com vocês do FLORIPA 2006.

Foi um conjunto enorme de prazeres, dores e aprendizados.

É sempre bom lembrarmos que precisamos dos outros, que as pessoas se complementam, que só consegui fazer a prova porque tinha mais 10 pessoas me ajudando queria deixar um salve para cada um (uma frase para não ser muito chato):

Ale
Nossa lider incondicional, sabia exatamente os segundos que faltavam para cada novo passo.

Rodolfto
Nosso herói…dobrou para ajudar… no final… se matou para chegarmos juntos no pódio e a tempo… Rodolfo foi foi nosso atleta revelação.

Cássia
Nossa sua massagem restaurou o bom humor no final do campeche.

Ligia
Você foi valente apesar da dor… ano que vem precisamos de você inteira.

Marcio
Obrigado pelo Bis as 4 e meia da manha e pelo seu humor, parabéns pela rampa da mole… e desculpe pelo coito interrompido…( leia-se …eu me atrasei 20 segundos no pc).

Flávia
Obrigado pela água e pela força quando a d or me mordia na rampa da brava.

Cláudio
Você fez a diferença na motivação da galera e mandou muito bem nas dunas….fez toda a diferenca para manter nossa moral.

Luis
Você me trouxe uma enorme emoção ao disparar na frente da concorrência as 4 e 15 de la matina e encarou o morro maldito de frente.

Ana
Nossa navegadora principal… só precisava acender a luz do carro… e o carro morreu só poucas 15 vezes… mandou bem no trecho que fez.

Tiago
Você foi o 12 jogador de verdade!! Apoiou, torceu, fotografou, dirigiu, grande abraço e obrigado.

Marielle
Ma, você se superou em tudo, estou muito feliz de ter te passado a pulseira ..não vou me esquecer deste momento único.

Décio
Couch sempre ali para dar apoio, obrigado por sempre estar por perto e se prepare a equipe aqui gostou do brinquedo… e no ano que vem vai se parada dura

Grande abraço
Mauricio

 

//Foi a minha primeira vez em Floripa, primeira corrida de revezamento em que tive que correr, parar, correr, parar, correr. Não foi fácil, principalmente porque logo na largada nossa equipe sofreu um susto. Mas o susto virou motivação extra, adrenalina extra e principalmente união. Tenho que agradecer especialmente ao apoio do Décio entre os trechos 1 e 2 e do André no final do trecho 3, quando ele completou a subida comigo. É esse espírito de equipe e de luta que levam à superação de nossos limites.

Marcio Cyrillo

 

//Olá amigos!!!

Estou precisando de 3 dedos do pé, alguém tem? Se ficaram marcas na memória, em mim ficaram nos dedos tb….hehehehehe

Mas falando sério.

Gostei da mensagem do Maurício, resumiu bem nosso grupo. E como todo grupo, temos diferenças e esse é o grande desafio da vida, lidar e respeitar essas diferenças.

Quando vi aquela subida, quase chorei de verdade, pensei “tou fudido, não posso desistir”.

Não estava sozinho, tinha um grupo. Nas minhas costas estavam vocês 10 Thiago também. Talvéz se fosse competição individual, eu não teria conseguindo terminar. Mas superei meus limites físicos e mentais.

Obrigado a todos pela companhia e pelas palavras. Hoje conheço um pouco mais de cada um de vcs e elego-os como meus amigos.

Beijo, Belo :)

 

//Maurício, Só faltou a sua frase…Vou arriscar a representar a turma:

Primeiro quero te parabenizar pelos filhos fantásticos e mais ainda pela grande amizade entre vocês. Grande exemplo para todos nós…

Segundo, uma frase que vi numa camiseta de uma equipe representa bem os trechos que você correu: “A dor é momentânea e o orgulho é para sempre”.

Por fim, o destaque maior do atleta Maurício: o alto astral !

Mais do que uma grande experiência, Floripa testou nossos limites, pediu superação, impôs sacrifícios, trouxe recompensas, mas sobretudo, aproximou as pessoas…

Valeu pessoal!!!

Abraço,

Cláudio

 

//Décio,
Boa Noite, particularmente gostaria de lhe agradecer pelo excelente Trabalho de Personal que você vem realizando junto a minha pessoa.

Pela experiência que tenho até então em ” Corridas ” posso afirmar-lhe que se você não tivesse me preparo neste curto espaço de tempo, que tivemos até a Prova eu não teria conseguido alcançar o meu objetivo.

Fico-lhe grato não só pelo profissionalismo com que você vem apresentando em cada treino , mas também na amizade compartilhada a cada corrida, tiro, Musculação.

Parabéns mais uma vez pela Organização como um todo , desde os Treinos aos Domingos, como também pela nossa ida e estadia em Floripa.

Um forte abraço.
Marcelo Amaro.